Finasterida Funciona mesmo? Preço, onde comprar e os efeitos colaterais – Tudo Sobre o remédio

Finasterida Funciona mesmo?

Essa é uma dúvida muito comum do pessoal portando vamos falar mais sobre esse remédio muito procurado no Brasil.

Então vamos as perguntas e ao tópicos que serão discutidos:

  • O que é (origem e descoberta)?
  • Para que serve e como Funciona?
  • Formula e composição
  • Finasterida em mulheres
  • Finasterida Topica
  • Os benefícios
  • Os efeitos colaterais
  • Finasterida causa impotência?
  • Anvisa
  • Bula
  • Contra indicações
  • Diferenças entre o industrial e o manipulado
  • Preço e Onde comprar?
  • Como usar a Finasterida?
  • Depoimentos: Resultados de antes e depois
  • Vale apena usar para a queda de cabelo?

O que é a calvície

Índice do conteúdo

calvície também conhecida como alopecia (termo médico) é caracterizada pela redução parcial ou total de cabelos, ou a ausência de pêlos em uma determinada área da pele.

A calvície é geralmente mais perceptível no couro cabeludo, mas pode ocorrer em qualquer parte do corpo que haja pelos.

O termo alopecia deriva do grego “alopex” que significa raposa (Este animal apresenta com frequência queda de pêlos). Existem vários tipos de calvície ocasionada por diferentes motivos.

A maioria das pessoas perde entre 50 a 100 fios de cabelos por dia, o que é normal. Sempre que um fio cai, ele é substituído por outro no mesmo folículo, dando início a um novo ciclo de crescimento.

Porém, com o passar da idade, principalmente na velhice o crescimento dos cabelos tende a ser mais lento e até mesmo parar, o que resulta em calvície.

Outros fatores como mudança hormonal, dieta, medicamentos, estresse, hereditariedade, gravidez, cuidados impróprios com os cabelos e certas doenças podem causar a queda de cabelo.

A calvície é mais comum em homens do que em mulheres. Uma das principais causas da calvície nos homens é quando o hormônio masculino testosterona é convertido para dihidrotestosterona (DHT).

Este age no folículo capilar reduzindo a produção de cabelo e produzindo fios mais finos e mais fracos, contribuindo para que a produção nos folículos cesse.

A denominação deste tipo de calvície é alopecia androgenética ou calvície de padrão masculino.

Não só por questões hormonais, como também a condição hereditária, contribuem para o aparecimento deste tipo de calvície, caracterizada pela queda de cabelo nas áreas frontais e na coroa do couro cabeludo.

Outro tipo de calvície é a alopecia areata. Esse transtorno é caracterizado pela perda repentina de cabelo em uma área particular, que cresce de volta depois de alguns meses. A causa exata desse tipo de calvície é desconhecida. Muitos acreditam ser devido a uma desordem auto-imune.

A alopecia tóxica (calvície tóxica) pode ocorrer após uma febre alta ou doença grave. Também é ocasionada devido a doses excessivas de algumas drogas que contenham tálio, vitamina A e retinóides. O pós- parto e doenças da tireóide podem desencadear a calvície tóxica. Este tipo de calvície é caracterizado pela perda de cabelo temporária.

Áreas contendo cicatrizes de queimaduras, ferimentos, infecções por bactérias ou fungos podem impedir o crescimento de pêlos em volta. Este tipo de calvície é chamado de alopecia cicatricial.

A alopecia universal é o tipo mais agressivo de calvície, onde há perda de todo o cabelo e de toda a pilificação do corpo, o que causa muitos transtornos emocionais no indivíduo. Muitas vezes, a assistência de um conselheiro profissional pode ser útil para lidar com tal situação.

Infelizmente a maioria dos tipos de calvície não tem cura. O uso de injeções de corticóide tem sido útil como forma de tratamento da alopecia areata. Certos medicamentos como o minoxidil e finasterida têm sido usados para estimular o crescimento do cabelo, dando resultados em uma pequena porcentagem de indivíduos. Há ainda pessoas que recorrem ao transplante de cabelo.

Causas da queda de cabelo

  • Dietas rígidas: Quando se segue um cardápio com deficiência de alguma vitamina (como as do complexo B ou a C), carboidrato, proteína ou mineral (como o zinco e o ferro), há uma queda acentuada de cabelo. Para o fio nascer, o folículo demanda uma grande quantidade de minerais, principalmente o ferro. Em dietas rígidas, a falta dos nutrientes pode causar a fragilidade do fio e até a sua queda.
  • Secador e chapinha: Pessoas que têm fragilidade no cabelo podem sofrer uma piora acentuada com o uso excessivo de secadores e chapinhas. Depois do banho, algumas partículas de água entram no fio. O contato com o calor leva à formação de bolhas de ar dentro do cabelo, favorecendo a queda. A recomendação é usar a chapinha ocasionalmente e, no caso do secador, manter o aparelho a 30 centímetros de distância da cabeça, na temperatura morna.
  • Alteração hormonal:  Qualquer deficiência hormonal pode resultar na queda de cabelo. Problemas em glândulas endócrinas como tireoide, suprarrenal e hipófise desregulam o organismo e atrapalham a chegada dos nutrientes aos folículos capilares. Quando o perfil hormonal do indivíduo é, por alguma razão, defeituoso na qualidade ou na quantidade, o corpo reagirá deixando de fazer o que considera desnecessário. Isso inclui o crescimento do cabelo.Outra alteração hormonal acontece no período menstrual. Além dos hormônios estarem com suas quantidades modificadas, há uma pequena deficiência do ferro, mineral importante para a saúde dos fios. Para esses casos, é importante seguir uma dieta rica em ferro, presente nas carnes vermelhas, no feijão e nos vegetais verde-escuros.
  • Penteados: O rabo de cavalo e outros penteados que tencionam o cabelo promovem quebra do fio e inflamação no folículo capilar, que induzem a queda. Esse hábito pode causar uma alopecia por tração, quando ocorrem falhas no cabelo pela força exagerada empregada para puxar os frios. Para quem não quer deixar os penteados de lado, o ideal é não prender o cabelo enquanto eles estiverem molhados e não deixá-los tensionados por longos períodos.
  • Anemia:  A deficiência do ferro, mineral presente na hemoglobina e importante para a produção de glóbulos vermelhos, ambos responsáveis pelo transporte de oxigênio no sangue, pode ser causada por fatores como desregulação hormonal, inflamações, infecções e carência nutricional. Na falta desse mineral, há falta de ar, mal-estar, dor de cabeça, fraqueza, cansaço e queda de cabelo. A perda ocorre porque a anemia compromete a produção de fios e fragiliza os já existentes, por falta de oxigenação no bulbo capilar. Como o cabelo é, substancialmente, formado de proteína, depende do bom funcionamento da hemoglobina.
  • Doenças virais e bacterianas: Com o corpo mobilizado para enfrentar algum tipo de vírus, como o da gripe e o resfriado, ou uma bactéria, como a responsável pela amigdalite, o cabelo se fragiliza. A deficiência de nutrientes, que estão voltados para o combate à doença, faz o ciclo do cabelo perder a força na fase do crescimento.
  • Banho quente: A alta temperatura da água durante o banho leva ao ressecamento da estrutura do fio. A água extremamente quente também retira o excesso de sebo, essencial para a proteção do couro cabeludo. Para não danificar o fio, é aconselhável que a água esteja morna (cerca de 20 graus Celsius) — uma temperatura em que se sente um leve frio na hora do enxágue.  A caspa e a seborreia também podem surgir ou ser agravadas pelo banho quente. Elas não são consideradas causadoras da queda de cabelo, mas podem piorar uma já instalada, por se associar com um processo inflamatório mais severo.
  • Stress: O stress faz com que o corpo utilize mais energia que o usual, o que pode afetar a produção dos fios. Os nutrientes necessários para a fabricação de cabelo estão sendo consumidos para gerar energia. Nessa situação, o organismo inteiro perde uma grande quantidade de vitaminas e minerais. Além disso, o stress faz com que o organismo produza mais cortisol, hormônio que desacelera a divisão celular na raiz. A queda pode chegar de metade a três quartos do total de fios.
  • Falta de vitaminas do complexo B: As vitaminas do complexo B são as principais responsáveis por um cabelo considerável saudável. Elas não são produzidas pelo organismo, mas sim oriundas de alimentos como carne, ovo, leite e vegetais de folhas verde-escuras. Essas vitaminas são importantes para o funcionamento correto do metabolismo celular, responsável pela divisão das células e, assim, pelo crescimento do cabelo. As vitaminas do complexo B podem ser consideradas as mais importantes para a saúde dos fios.
  • Hereditariedade: Os homens são os mais atingidos pela chamada alopecia androgenética, a calvície ligada a fatores hereditários. O risco dessa herança genética perpetuar de pai para filho é de 15%. Essa calvície é identificada quando há falhas nas laterais da testa e na parte superior da cabeça. Dos 18 aos 25 anos já é possível notar uma queda acentuada de cabelo naqueles que possuem o par de genes responsáveis pela calvície.
  • Antidepressivos: Remédios como anti-hipertensivos, antibióticos e anabolizantes fragilizam o cabelo. Mas os mais agressivos à saúde capilar são os antidepressivos. Esses medicamentos atuam diretamente no sistema nervoso e na divisão celular. Esse processo interrompe o ciclo normal de vida do cabelo e o torna mais sensível e predisposto à queda. O ideal, nesse caso, é conversar com o médico para regular a dose ou trocar por outra substância que não interfira no bulbo capilar.
  • Pós-parto:  O chamado eflúvio telógeno pós-parto pode ocorrer de três a quatro meses depois do parto. Nessa fase, os hormônios estão em fase de readequação — já que na gravidez a mulher tem um baixo nível de hormônios masculinos, responsáveis pela queda de cabelo, e uma grande quantidade de estrogênio e progesterona, que estimulam o crescimento dos fios. Logo que os chamados andrógenos, os hormônios masculinos, voltam em maior quantidade ao organismo, é clara a queda de cabelo. As divisões celulares se interrompem e, após alguns meses, os fios caem. Essa situação pode durar alguns meses, até que os hormônios voltem ao normal.
  • Envelhecimento:  É inevitável: com a chegada da idade, vem a queda de cabelo. A partir dos cinquenta anos, o couro cabeludo fica menos espesso. Isso prejudica as glândulas sebáceas e sudoríparas, assim como a circulação na região, dificultando a chegada de nutrientes para a produção do fio. Assim, os fios sofrem um afinamento e, depois, a queda.
  • Tabagismo: Além de causar problemas no pulmão, no sistema circulatório e até no osso, o fumo pode levar à queda de cabelo. O tabagismo leva a uma baixa oferta de nutrientes para os fios, devido à diminuição da irrigação do couro cabeludo.
  • Produtos químicos: A escova progressiva é um dos tratamentos químicos considerados mais agressivos ao cabelo. O contato do couro cabeludo com ativos proibidos, como concentrações elevadas de formol e glutaraldeído, promove inflamações e, assim, queda dos fios. Além de respeitar os limites impostos por agências reguladoras como a Anvisa, o ideal é dar um intervalo de três a quatro meses entre um procedimento e outro. Xampus com agentes que prometem alisar o cabelo podem causar o mesmo efeito. A única função do xampu deve ser a de higienizar os cabelos.
  • Doença autoimune: A alopecia areata é uma doença autoimune de causas desconhecidas na qual o sistema imunológico destrói tecidos saudáveis do organismo. De repente, uma área arredondada inteira do couro fica completamente careca. A doença é mais comum em jovens — 60% das vítimas têm menos de 20 anos. Seu tratamento inclui cremes e injeções de corticoides no local afetado.

Como a calvície acontece?

A maior parte das pessoas acredita que os cabelo ficam ralos porque caem mais do que o normal. Isso é um engano muito comum! Na realidade, o que ocorre é que os hormônios masculinos (testosterona e seus derivados) se ligam a receptores próprios que ficam nos pelos, levando à miniaturização dos fios em pacientes geneticamente suscetíveis.

Neste sentido, é interessante saber a idade com que os parentes do indivíduo começaram a observar a diminuição dos cabelos. Devemos idealmente intervir antes disso.

Sabemos que as manifestações clínicas da calvície masculina são variáveis e os primeiros sinais podem surgir já na adolescência, com alguns padrões característicos de perda dos cabelos. As “entradas”, conhecidas por “alopecia androgenética de padrão bitemporal”, constituem a manifestação inicial. Na sequência, ocorre a perda no vértex (topo da cabeça) e na região mediana, preservando o cabelo da área occipital (mais próxima ao pescoço).

O hormônio di-hidrotestosterona ou DHT pode ser produzido a partir da testosterona circulante, em uma reação química possível graças a uma enzima (proteína que acelera reações químicas) chamada 5-alfa-redutase.

A DHT é cinco vezes mais potente que a testosterona e é o hormônio chave no surgimento da alopecia androgenética. O fato de que os receptores para este hormônio não se encontrarem distribuídos igualmente em todo o couro cabeludo explica os padrões de perda de cabelos.

A miniaturização dos fios é o que leva ao desaparecimento do cabelo em determinada região. No entanto, o exato mecanismo envolvido permanece desconhecido, acredita-se que os hormônios masculinos, através de sua ligação com os receptores localizados nos pelos, levem a uma alteração do crescimento.

O diagnóstico é essencialmente clínico, ou seja, feito apenas através do exame físico. É importante puxar os cabelos, para diferenciar de outras causas de queda. A dermatoscopia (exame com lente) permite visualizar os pelos diminutos e colabora com esse diagnóstico, sendo útil também no seguimento do paciente.

Outros recursos diagnósticos como biospia, tricograma e videodermatoscopia podem ser utilizados, dependendo de cada caso.

Como tratar?

É importante salientar que existe muito pouco que possa ser feito para prevenir a doença, uma vez que ela é geneticamente determinada. Porém, o tratamento instituído precocemente retarda e até uma discreta melhora o quadro clínico.

Portanto, é fundamental que os filhos de pais calvos fiquem atentos e idealmente procurem o dermatologista para iniciar um acompanhamento cerca de 10 anos antes da idade em que seu pai começou a notar a calvície e/ou ao menor sinal de entradas.

Neste primeiro momento, serão indicadas medicações tópicas como o minoxidil, xampus específicos e loções.

Caso seja necessário e o paciente concorde, pode-se lançar mão da finasterida, medicação oral. Salientamos que ambas as drogas citadas estimulam o crescimento do cabelo em alguns homens, mas são mais úteis como prevenção das manifestações clínicas do que como recuperação da calvície. Como a doença é crônica e evolutiva, o tratamento deve ser instituído precocemente e mantido por tempo prolongado.

Ambas as drogas têm um bom perfil de segurança. O minoxidil, usado a 5%, é uma medicação usada no local, sob a forma de loção capilar, duas vezes ao dia, no couro cabeludo seco. No início, durante os dois primeiros meses, pode haver aumento da queda dos cabelos, que deve ser interpretada como indicativa de boa resposta ao tratamento.

O pico de ação ocorre por volta de 16 semanas de uso. Os efeitos colaterais mais comuns são: irritação local, aumento dos pelos em locais indesejados (face e mãos) e taquicardia.

A finasterida inibe aquela enzima, a 5-alfa-redutase, que é responsável pela conversão de testosterona em DHT. É uma medicação oral, usada originalmente para tratar uma doença da próstata, a hiperplasia prostática benigna. No entanto, por reduzir a DHT circulante, pode produzir aumento significativo e durável do crescimento dos pelos. É mais responsiva para os casos de perda dos cabelos do topo da cabeça e frontal superior, tendo resposta mínima nas regiões temporais e na linha anterior.

No entanto, o tratamento deve ser continuo porque os benefícios obtidos não são mantidos com a retirada da medicação. Além disso, a doença é progressiva, conforme já dissemos. Como efeitos colaterais, a finasterida pode causar perda de libido, disfunção ejaculatória, aumento das mamas e depressão em um pequeno número de indivíduos. Essas alterações em geral são transitórias, mas há alguns relatos de caso em que essas alterações se tornaram persistentes.

Nos casos mais avançados, pode ser indicado o transplante capilar. A área doadora é a região occipital, local em que os pelos não possuem receptores hormonais, e, portanto se mantêm apesar dos hormônios circulantes, mesmo quando colocados em outras regiões.

O que é a Finasterida?

A finasterida é o remédio mais famoso contra a calvície masculina. Disponível no Brasil para o tratamento da alopecia androgenética desde 1998, o medicamento é muito receitado para conter o avanço da queda de cabelo de causa genética e hormonal e ajudar na recuperação das áreas calvas.

Porém, os relatos de efeitos colaterais preocupantes (que fizeram a própria bula da finasterida ser atualizada mais de uma vez) levam muitas pessoas a ter medo do tratamento.

A base para a criação do remédio foi uma pesquisa publicada em 1974, que observou uma mutação genética em crianças com quadros de pseudohermafroditismo (que tinham genitália ambígua, nem totalmente masculina nem totalmente feminina, mas desenvolveram o padrão masculino normalmente após a puberdade).

Essa mutação fazia com que as crianças tivessem níveis baixos da enzima 5α-redutase (“cinco alfa redutase”), que converte o hormônio testosterona em di-hidrotestosterona. As crianças apresentavam próstatas menores que o normal, e também não desenvolviam a calvície masculina.

A partir desse estudo, o laboratório Merck buscou desenvolver um medicamento que imitasse esse efeito e reduzisse os níveis de DHT no organismo, com a intenção de utilizá-lo para tratar a uma condição chamada hiperplasia prostática benigna, que provoca o aumento do tamanho da próstata e pode causar problemas urinários.

Em 1992 a FDA (Food and Drug Administration, agência que regula a comercialização de medicamentos nos Estados Unidos) aprovou a comercialização da finasterida 5mg (que recebeu o nome comercial de Proscar) para o tratamento da hiperplasia prostática benigna.

Em 1997 a versão de 1mg (que ganhou o nome de Propecia) foi autorizada para o tratamento da alopecia androgenética nos Estados Unidos, e em 1998 a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária, órgão brasileiro de função correspondente à FDA) autorizou a sua comercialização no Brasil.

A patente (direito de exclusividade na fabricação e venda do remédio, para obter lucro e cobrir os custos da pesquisa que o desenvolveu) que o laboratório Merck tinha sobre a finasterida 5mg caiu em junho de 2006, e a da finasterida 1mg venceu em novembro de 2013. Desde então, vários laboratórios desenvolveram versões genéricas dos medicamentos.

Todos os fios de cabelos caem, pois possuem um ciclo de vida. Porém quando eles não possuem o código genético para a calvície, a medida que caem, outro exatamente igual está sendo reposto no mesmo lugar. Por isso você vê escovas de cabelo de mulheres ou de homens bem “cabeludos” , cheias de cabelo.

Diferentemente, os fios que possuem o código genético para a calvície, quando caem não são repostos. Porem sua queda é diferente dos demais, pois eles não caem grossos como fios de cabelos normais.

Os fios que possuem o código genético para a calvície, possuem em suas raízes, receptores para um hormônio que se chama di-hidrotestosterona. Esse hormônio, se liga a esses receptores fazendo com o que o fio enfraqueça gradativamente e vá encolhendo até se transformar numa penugem invisível a olho nu, que quando cai não é reposta.

A finasterida age bloqueando o receptor para a di-hidrotestosterona, fazendo o processo parar.  Em alguns casos, dependendo da fase de miniaturização que o fio se encontra, fazendo com que o mesmo engrosse, dando a impressão de que cresceu cabelo. Então, devemos primeiramente detectar se a calvície é androgenética ou não, isso é, se ela tem componente hereditário. Isso só pode ser detectado realizando-se uma microscopia do couro cabeludo, que mostra o percentual de fios que estão em fase telógena ou em fase de miniaturização.

Se a calvície androgenética já tiver iniciado, independente da idade do paciente, já está indicada a terapia clinica que tem o intuito de retardar a evolução e progressão da calvície, já que os fios predispostos geneticamente para calvície irão cair um dia independente do tratamento. Em linguagem leiga: se um fio esta predisposto geneticamente para a calvície, ele sofrerá um processo de encolhimento e miniaturização ate cair definitivamente, independente do tratamento que se faça.

A finasterida mantém esse fio (prende), retardando sua queda, porem um dia, mesmo usando a finasterida ele irá cair. É importante saber que a finasterida “funciona” para 87 % dos pacientes e portanto 13% dos pacientes não respondem ao tratamento.

Como sua ação só é notada com 3 a 4 meses de uso, a única forma de saber se você esta entre os 87% que respondem ou não é utilizá-la por cerca de 4 meses e retornar ao mesmo médico para nova analise fotográfica e microscópica.

De posse das novas imagens, ele poderá lhe mostrar se a finasterida está ou não funcionando para você. Se estiver funcionando, você deverá utiliza-la ate o momento em que ela não fizer mais efeito. Isso mesmo, o efeito da finasterida dura em media de 4 a 5 anos.

Após esse período o medicamento para de funcionar e os fios cairão.

Ela é um importante coadjuvante do transplante capilar. Imagine o seguinte: você realiza uma cirurgia em que 5.000 fios são transplantados.

Os fios transplantados nunca mais caem, porem os seus, que possuem o código genético para a calvície continuam caindo. Se em 1 ano, você perder 5.000 fios de cabelo, quando você retornar para as fotos pós operatórias terá a impressão de que a cirurgia “ não funcionou” e não teve efeito, portanto ela deve ser tomada independente do tratamento cirúrgico.

A cirurgia dará volume e a finasterida evitara a progressão da calvície, retardando portanto a necessidade de novas sessões.

Como funciona a Finasterida?

testosterona é considerada o principal hormônio masculino. Ela é produzida principalmente nos testículos, mas também em menores quantidades nos ovários das mulheres, e em ambos os sexos nas glândulas adrenais (ou suprarrenais).

A testosterona tem diversas funções no organismo. Ela promove o desenvolvimento do sistema reprodutor masculino do feto dentro do útero, as mudanças pelas quais os meninos passam durante a puberdade, incentiva o crescimento muscular, a conservação da densidade dos ossos, interfere nos níveis de energia e atividade física, no desejo sexual, na agressividade e em diversos outros aspectos.

Em algumas partes do corpo, como a próstata (que participa da produção do sêmen e da ejaculação, além de poder estar associada ao prazer sexual nos homens) e os folículos capilares (estruturas onde os fios de cabelo são produzidos), cerca de 5% da testosterona corporal é convertida em di-hidrotestosterona, uma espécie de versão mais forte do hormônio (o efeito do DHT pode ser de 2 a 5 vezes mais intenso que o da testosterona).

O DHT é fundamental para a formação do feto masculino (mais importante que a própria testosterona), participa do amadurecimento do sistema sexual dos homens durante a adolescência e regula o funcionamento da próstata, mas não parece ter muita influência sobre o crescimento muscular, a densidade óssea e outros sistemas onde a testosterona interfere.

O problema é que o DHT também pode fazer os cabelos caírem.

O hormônio se conecta aos receptores androgênicos presentes nos folículos capilares e faz com que a fase de crescimento do cabelo fique cada vez menor, reduzindo progressivamente o calibre e a atividade dos folículos, podendo chegar ao ponto de fazer com que eles parem completamente.  O que a finasterida faz é inibir a ação da enzima 5α-redutase, que faz a conversão da testosterona em DHT. Com isso, os níveis de DHT no organismo são reduzidos, mas não há impacto significativo sobre o nível de testosterona no corpo.

Finasterida realmente funciona?

O hormônio se conecta aos receptores androgênicos presentes nos folículos capilares e faz com que a fase de crescimento do cabelo fique cada vez menor, reduzindo progressivamente o calibre e a atividade dos folículos, podendo chegar ao ponto de fazer com que eles parem completamente.

O que a finasterida faz é inibir a ação da enzima 5α-redutase, que faz a conversão da testosterona em DHT. Com isso, os níveis de DHT no organismo são reduzidos, mas não há impacto significativo sobre o nível de testosterona no corpo.

Finasterida também funciona em mulheres?

O uso da finasterida em mulheres é controverso: os resultados não aparentam ser tão animadores quanto nos homens, apesar de existirem casos de sucesso no tratamento da calvície feminina. O maior problema é que o medicamento pode causar má-formação no feto durante a gravidez (a bula adverte que mulheres grávidas não devem nem mesmo manusear o produto, pois o pó do comprimido esfarelado poderia ser absorvido em algum nível pela pele).

Por esse motivo, a finasterida não deve ser utilizada por mulheres em idade fértil que não sigam um rígido controle anticoncepcional durante o tratamento. Ela é uma opção bem mais segura no tratamento de mulheres que já passaram pela menopausa ou que não podem engravidar, e geralmente só é considerada como tratamento para a calvície feminina se as demais alternativas não forem eficazes.

Como a bula da finasterida contra-indica o medicamento para mulheres, o seu uso para tratamento da calvície feminina também é considerado off label.

Benefícios da Finasterida

A Finasterida é um inibidor competitivo da enzima 5-alfa-redutase, que impede a conversão da testosterona para di-hidrotestosterona (DHT), não afetando a ligação da testosterona ou DHT ao receptor androgênico e não tendo efeitos feminilizantes sobre a massa muscular e a fertilidade.

A proporção testosterona/DHT é aumentada no soro dos pacientes tratados com Finasterida e retorna ao normal cerca de 14 dias após a descontinuação da droga, sem alterações no nível dos hormônios luteinizante (LH) e folículo-estimulante (FSH), cortisol ou estradiol.

Há redução dos níveis de DHT plasmática e do antígeno prostático específico (PSA). Pacientes tomando finasterida 1 mg/dia tiveram grande redução no nível plasmático de DHT. A calvície androgenética está associada ao DHT, que é o andrógeno ativo neste tipo de afecção. Estudos clínicos mostraram que a finasterida 1 mg/dia produz um aumento significativo na contagem de fios de cabelo na área calva.

  • Crescimento de Cabelo Visível;
  • Uma única dose diária;
  • Fácil de Encontrar;
  • Sem cirurgias;
  • Uso oral;

Efeitos Colaterais

As bulas brasileiras da finasterida relatam a ocorrência de alguns efeitos colaterais como diminuição da libidodisfunção erétil, diminuição do volume da ejaculação, aumento do volume e da sensibilidade das mamas, edema labial e erupções cutâneas. A bula diz que essas reações são consideradas raras (atingindo cerca de 3% dos usuários), que ocorreram em grau leve durante os estudos realizados e que desapareceram normalmente nos homens que interromperam o tratamento e também em muitos que continuaram tomando a finasterida.

Em 2011, a FDA incluiu nas bulas americanas a ocorrência de disfunção erétil que permaneceu por meses depois do encerramento do uso da finasterida. Em 2012 as bulas foram novamente atualizadas, dessa vez para incluir diminuição da libido, problemas ejaculatórios e relacionados ao orgasmo que também persistiram meses após o término do tratamento. Foram incluídos ainda relatos de infertilidade e baixa qualidade do sêmen, que foram revertidos normalmente ao descontinuar o uso da finasterida.

O surgimento dos casos de efeitos colaterais persistentes levantou a preocupação de que eles pudessem se tornar permanentes, principalmente porque alguns pacientes afetados não apresentaram bons resultados com terapias de reposição hormonal voltadas para a correção dessas reações. O termo síndrome pós finasterida foi cunhado para descrever esses quadros, que podem envolver outros sintomas como perda da sensibilidade genital, dor nos testículos, problemas de memória, depressão e ansiedade.

Ainda não se sabe como exatamente essa síndrome aconteceria no organismo, mas uma hipótese defende que a finasterida causaria interferência na produção de alguns neuroesteróides (substâncias que participam das atividades do sistema nervoso), o que explicaria alguns dos efeitos de ordem emocional e sexual. Outra teoria diz que a finasterida poderia fazer com que o organismo desenvolvesse alguma resistência ou insensibilidade aos hormônios androgênicos, e por isso os sintomas não responderiam à reposição hormonal.

Em 2012, foi fundada nos Estados Unidos a Post-Finasteride Syndrome Foundation (Fundação da Síndrome Pós-Finasterida), que tem como objetivo ajudar a financiar pesquisas relacionadas à síndrome e à busca de tratamentos, além de promover a divulgação e conscientização pública sobre o problema.

O efeito colateral mais conhecido e temido da Finasterida, é a disfunção sexual. Homens que tomam a finasterida podem apresentar dificuldade em ter e manter ereções e perda de libido. Ainda assim, o remédio continua sendo utilizado e faltam pesquisas contundentes sobre os riscos que ele apresenta para a vida sexual. Qual a probabilidade de alguém que toma finasterida apresentar esses problemas? Alguns homens estão mais propensos que outros a tê-los? Os efeitos continuam mesmo após a interrupção do tratamento? Essas e outras questões seguem sem resposta, dificultando a orientação de médicos e pacientes sobre o assunto.

Como tomar Finasterida?

Muito se fala sobre as reações adversas da finasterida e entre elas, sem dúvida nenhuma a mais temida é a impotência sexual. Pois bem, a finasterida não causa impotência sexual. Em uma percentagem muito pequena dos pacientes (cerca de 2%) ela causa uma diminuição da libido, ou seja, do desejo sexual.

Esse % é potencializado muito de forma psicossomática quando o paciente lê a bula e “acha que isso pode ocorrer com ele”. Porém, mesmo que isso ocorra é totalmente reversível em 100% dos casos. Basta o paciente parar de tomar a droga que em 48 a 72 horas e esse efeito terá cessado.

Para esses pacientes, ainda resta ainda uma última alternativa, que é o uso da finasterida sobre o local especifico, que como não é absorvida pelo organismo, não causa reação adversa alguma. O problema é seu custo e principalmente sua falta de praticidade já que muitos pacientes não se adaptam em aplicar um produto todos os dias no couro cabeludo.

Em contrapartida, a finasterida de uso oral, hoje tem um preço acessível, uso fácil e prático (apenas um comprimido ao dia) e raramente causa interação adversa com outros medicamentos.

  • Efeitos colaterais sobre o feto;
  • Cautela no contato com gestantes (suspensão do uso quando existir a possibilidade de gravidez).
  • Tratamento longo: mínimo 3 meses para se notar algum resultado;
  • A interrupção do medicamento, faz com que se retorne ao status inicial;
  • Nem todas as pessoas respondem bem ao tratamento.
  • Em cerca de 2% dos casos, causa diminuição da libido.
  • Disfunção erétil 0,7% dos casos.
  • Redução do volume ejaculado 0,2%

Finasterida Tópica

O ideal para aproveitar os benefícios da finasterida no combate à calvície sem correr o risco dos efeitos colaterais no restante do organismo seria aplicá-la apenas nos folículos capilares. As formulações de uso tópico (como géis, cremes e loções) podem ser uma via para conseguir este efeito.

O desafio, nesse caso, é encontrar o veículo ideal para que a finasterida penetre no couro cabeludo e seja disponibilizada no nível dos folículos capilares, porém sem ultrapassar demais essa profundidade, para evitar que o medicamento caia em níveis importantes na corrente sanguínea.

Várias experiências têm sido feitas no mundo todo, utilizando lipossomas, nanossomas e outros métodos. Os resultados são promissores, mas ainda não existe uma fórmula devidamente testada, aprovada pelos órgãos reguladores e produzida em escala comercial para a finasterida de uso tópico.

A esperança é maior ainda porque, assim que forem estabelecidos os parâmetros de eficácia e segurança para a finasterida tópica, o próximo passo natural é testar os mesmos métodos para a dutasterida (o que deve ser ainda mais fácil depois que a sua patente venceu, em novembro de 2015).

Se conseguirmos obter o efeito mais potente que ela oferece evitando os seus efeitos colaterais, essa pode se tornar uma solução extremamente poderosa contra a alopecia androgenética.

Efeitos colaterais da finasterida

Muito se fala sobre as reações adversas da finasterida e entre elas, sem dúvida nenhuma a mais temida é a impotência sexual.

Pois bem, a finasterida não causa impotência sexual. Em uma percentagem muito pequena dos pacientes (cerca de 2%) ela causa uma diminuição da libido, ou seja, do desejo sexual. Esse % é potencializado muito de forma psicossomática quando o paciente lê a bula e “acha que isso pode ocorrer com ele”.

Porém, mesmo que isso ocorra é totalmente reversível em 100% dos casos. Basta o paciente parar de tomar a droga que em 48 a 72 horas e esse efeito terá cessado. Para esses pacientes, ainda resta ainda uma última alternativa, que é o uso da finasterida sobre o local especifico, que como não é absorvida pelo organismo, não causa reação adversa alguma.

O problema é seu custo e principalmente sua falta de praticidade já que muitos pacientes não se adaptam em aplicar um produto todos os dias no couro cabeludo. Em contrapartida, a finasterida de uso oral, hoje tem um preço acessível, uso fácil e prático (apenas um comprimido ao dia) e raramente causa interação adversa com outros medicamentos.

  • Efeitos colaterais sobre o feto;
  • Cautela no contato com gestantes (suspensão do uso quando existir a possibilidade de gravidez).
  • Tratamento longo: mínimo 3 meses para se notar algum resultado;
  • A interrupção do medicamento, faz com que se retorne ao status inicial;
  • Nem todas as pessoas respondem bem ao tratamento.
  • Em cerca de 2% dos casos, causa diminuição da libido.
  • Disfunção erétil 0,7% dos casos.
  • Redução do volume ejaculado 0,2%

Os efeitos colaterais nos homens

Como qualquer medicamento, a finasterida tem efeitos colaterais. Você pode apresentar desde efeitos psicológicos ou até mesmo nenhum deles. São reações adversas no início do tratamento ou a longo prazo. Vamos falar sobre os efeitos colaterais da finasterida 1mg, pois a 5mg não é tão indicada para calvície e sim próstata.

Alguns efeitos não citados foram apresentados por alguns usuários. O foco são os riscos e reações descritas na bula do remédio, já que possuem estudos comprovados sobre. Dentre eles estão diminuição na quantidade de esperma, perda de libido, ginecomastia, dor no testículo, fertilidade alterada e depressão.

A cada 100 pessoas que usam finasterida:

Impotência/Diminuição na libido/Fertilidade – Entre 1 e 18 homens podem apresentar.

Diminuição na quantidade de esperma – Entre 1 e 3 homens podem ter a quantidade de esperma diminuída.

Ginecomastia – Dentre cem, dois homens tem crescimento das mamas em homens.

Dor nos testículos – Desconforto na região.

Gravidez e amamentação – Na bula diz que não é indicado para mulheres grávidas e mulheres amamentando.

Todos os efeitos colaterais podem apresentar no começo do tratamento e parar com o tempo de uso. Não são considerados permanentes e persistentes, vão sumindo no decorrer do uso.

Observação: Todo medicamento tem efeitos colaterais que podem assustar o paciente. Tente não focar nisso porque pode provar reações psicológicas que não tem ligação com a finasterida.

Efeitos Colaterais a longo prazo

Quem faz o uso prolongado da finasterida pode apresentar problemas no fígado, apesar de raro e normalmente o paciente já tinha o fígado comprometido. Por isso os médicos pedem que a cada seis meses façam exame no fígado para avaliar o estado.

Finasterida engorda?

Há muitos relatos de pacientes que praticam musculação que notaram um aumento de força e facilidade em ganho muscular. Não há nenhum estudo que comprove a relação entre o medicamento e muito menos que ele engorda. Acredita-se que foi um efeito psicológico ou coincide com o tratamento.

Mitos e verdades sobre Finastericida

A medicação é absorvida pelo trato gastrointestinal, metabolizada pelo fígado e excretada pela urina e fezes, apresentando meia-vida de cinco a seis horas. Deve ser usada com cautela nos pacientes que apresentam anormalidades hepáticas. No entanto, interações medicamentosas de importância clínica não foram observadas.

Em homens com 60 anos ou mais a finasterida não tem efeito porque a enzima 5-alfa-redutase não é tão ativa como no jovem.

A finasterida é contraindicada para mulheres na idade fértil, a não ser que estejam utilizando métodos anticoncepcionais de forma estrita. Isso porque, se a mulher engravidar, a droga pode causar feminilização nos fetos do sexo masculino. No entanto, os homens podem continuar usando a medicação, mesmo que suas esposas engravidem. Além do risco de defeitos no feto, muitos estudos não conseguiram comprovar a efetividade da finasterida no tratamento da alopecia androgenética feminina.

Alguns estudos isolados reportaram a ocorrência de depressão em pacientes usando finasterida. Esse efeito colateral ainda necessita ser mais investigado, mas deve ser considerado em pacientes com história de depressão severa.

A finasterida também se mostrou útil na fixação dos cabelos transplantados. Um estudo randomizado, tratados com finasterida 1 mg/dia ou placebo, por quatro semanas antes e 48 semanas após o transplante capilar, mostrou que o grupo tratado obteve melhora significante em comparação com o grupo que recebeu placebo.

Os principais efeitos colaterais da medicação foram descritos em homens: diminuição da libido, disfunção erétil, diminuição do volume da ejaculação, disfunção da ejaculação, reação de hipersensibilidade, ginecomastia, miopatia grave, pancreatite aguda.

Testes realizados têm indicado que os efeitos colaterais sexuais possuem muito mais uma causa psicológica, do que uma causa farmacológica.
Relatos na imprensa, sites da internet e desinformação por praticantes da medicina alternativa contribuíram recentemente para uma imagem negativa associada à finasterida, levando à apreensão e preocupação por parte dos pacientes que fazem uso da medicação. Muitas vezes, até mesmo os dermatologistas parecem hesitar em prescrever a droga por longos períodos, temendo erroneamente a ocorrência de efeitos colaterais persistentes.

Os andrógenos, principalmente a testosterona, aumentam a libido. Qualquer droga que interfira na ação dos andrógenos é, portanto, associada pelo leigo à impotência sexual. No entanto, o papel preciso dos andrógenos na ereção peniana ainda precisa ser completamente elucidado. Mesmo um indivíduo com baixos níveis de testosterona pode conseguir a ereção.

Além dos andrógenos, influência visual, olfativa, tátil, auditiva e estímulos criativos afetam diretamente a libido. A ereção peniana está principalmente sob o controle do sistema nervoso parassimpático.

Efeitos colaterais relacionados à função sexual

Uma série de estudos tem analisado os efeitos colaterais causados pela finasterida. Estes estudos revelaram que os efeitos adversos sexuais ocorrem em cerca de 2,1% a 3,8% dos casos, sendo a disfunção erétil a reação adversa mais frequente, acompanhada de disfunção ejaculatória e perda da libido.

Foi observado que estes efeitos ocorreram no início da terapêutica e regrediram com a suspensão ou após longo tempo de uso contínuo da droga.

A única relação causal objetiva entre a finasterida e os efeitos adversos sexuais, foi a diminuição do volume ejaculatório devido a ação predominante da DHT na próstata.

Em vista dos dados conflitantes e da contínua importância do assunto, a Sociedade Internacional de Cirurgia de Restauração Capilar (ISHRS) criou um grupo de estudos sobre as controvérsias e efeitos adversos da finasterida, a fim de avaliar os dados publicados e fazer recomendações. O grupo publicou sua atualização inicial sobre o assunto da seguinte forma:

Até então, não existem dados a partir dos inúmeros estudos duplo-cegos placebo controlados com o uso da finasterida 1mg/dia para tratamento da alopécia androgenética, que evidenciem a ligação entre a droga e efeitos colaterais sexuais persistentes.

Os relatos desses efeitos vem de uma variedade de fontes inconsistentes, como alguns sites da internet que atraem indivíduos que afirmam ter problemas sexuais e psicológicos relacionados com a medicação.

Enquanto as dificuldades de ereção após a interrupção da finasterida continuarem sendo relatadas em zonas de vigilância pós-comercialização, a incidência do problema permanecerá desconhecida.

A persistência dos efeitos colaterais sexuais parece ser um evento raro e é necessário determinar se os recentes relatos representam uma verdadeira relação causal ou são simplesmente uma coincidência, por exemplo, relacionados a outros fatores como a alta incidência de disfunção sexual na população em geral e/ou efeito nocebo.

Além disso, existem poucos dados disponíveis sobre o status médico e psicológico destes pacientes para excluir outros potenciais fatores causais.

No presente momento, o mecanismo de interação entre o cérebro, o metabolismo da 5α-redutase e os hormônios sobre a disfunção sexual é especulativo e mal compreendido. Claramente, esta é uma questão complexa, que sobrepõe-se a outras áreas médicas, como endocrinologia, urologia e psiquiatria.

Mais pesquisas são necessárias para avaliar a real incidência desses efeitos colaterais, para determinar se existe verdadeira relação causal e identificar os pacientes de risco.

Milhões de pacientes se beneficiaram e se beneficiam do uso da finasterida, sem efeitos colaterais ou com efeitos colaterais mínimos e reversíveis. É de extrema importância para a comunidade médica, analisar criteriosamente os relatos disponíveis e realizar mais estudos para que informações precisas possam ser dadas aos pacientes e para que os mesmos possam fazer escolhas informadas sobre o uso do medicamento”.
Assim sendo, as evidências disponíveis sobre a segurança do fármaco podem ser consideradas questionáveis, mas não podem, certamente, ser ignoradas. O assunto ainda precisa de mais investigação e documentação sistemática.

Não há dúvidas de que para o leigo, a perspectiva de impotência sexual ao tomar um medicamento para queda de cabelo é assustadora, muito embora, teoricamente, esse risco seja mínimo. As bulas da droga mencionam a possibilidade desse efeito secundário e o paciente é frequentemente incapaz de distinguir a real contingência do risco.

Vários sites dão uma opinião bastante desfavorável sobre os efeitos colaterais da finasterida, ao contrário das evidências científicas disponíveis. Qualquer paciente que lê tais comentários fica compreensivelmente apreensivo, e, portanto, tende a interromper o tratamento, ou, até mesmo, não iniciá-lo.

Em vista de tudo isso, é de extrema importância aconselhar e informar adequadamente o paciente para assim, garantir a aderência ao tratamento e a efetividade da resposta terapêutica.

Em particular, os seguintes pontos precisam ser abordados e ressaltados:

  1. A droga é provavelmente a melhor para o tratamento da alopécia androgenética e a única aprovada pelos órgãos reguladores com capacidade de atuar na raíz do problema.
  2. Seus efeitos são comprovados cientificamente.
  3. Vários estudos têm demonstrado sua segurança na administração por longos períodos. A dosagem indicada (1mg) é considerada baixa e a probabilidade de causar efeitos secundários é mínima. Mesmo nos casos em que reações adversas foram relatadas, as alterações reverteram-se após suspensão do uso.
  4. Existem muito poucas alternativas eficazes ao fármaco, e, por conseguinte, é importante que o paciente não interrompa o tratamento, a menos que apresente quaisquer efeitos colaterais.
  5. O paciente deve entrar em contato com o médico mediante dúvidas, informando-o sobre qualquer efeito colateral apresentado.
  6. O uso da droga é totalmente voluntário, como a calvície masculina é apenas uma condição estética, cabe ao paciente decidir se quer ou não tomar a medicação.
  7. O médico deve fornecer informações completas sobre a droga, permitindo assim que o paciente tome uma decisão informada.
  8. É prudente evitar a indicação para pacientes com história prévia de oligospermia e/ou infertilidade, especialmente se forem recém-casados e estiverem objetivando construir uma família.

Além disso, nos pacientes apreensivos em relação aos efeitos colaterais, vale a pena considerar a administração de doses diárias menores ou doses escalonadas da droga, para assim melhorar a adesão ao tratamento.

Finasterida vale a pena?

É uma decisão que só você e o seu médico podem tomar. O ideal é procurar um bom profissional para fazer uma análise específica e minuciosa do seu quadro, examinar o seu perfil hormonal e pesar os riscos e os benefícios do tratamento.

Apesar de a quantidade de pessoas que manifestam os efeitos colaterais da finasterida ser considerada pequena em diversos estudos, estamos falando de reações que são bastante sérias.

Portanto, o ideal é que a sua saúde seja acompanhada de perto por um bom médico durante todo o tratamento, realizando exames periódicos, observando como o seu organismo vai responder e tomando as medidas necessárias para contornar qualquer problema que venha a surgir o mais rápido possível.

Adotando todas essas medidas de segurança e realizando o tratamento de maneira correta e responsável, a finasterida pode se tornar a sua principal arma contra a calvície. Para aumentar ainda mais as chances de sucesso, muitos médicos combinam a finasterida com outros produtos, como os tônicos de minoxidil ou os shampoos de cetoconazol.

Preço e onde comprar finasterida

A maioria das farmácias disponibiliza versões genéricas da finasterida nas concentrações de 1mg e 5mg. Os valores variam de acordo com a farmácia e o laboratório fabricante.

O preço médio da caixa com 30 comprimidos de finasterida 1mg fica em torno de R$ 50, mas frequentemente as farmácias fazem promoções e o preço pode cair para a faixa entre R$ 15 e R$ 30. A caixa com 60 comprimidos tem preço médio de R$ 90, mas com os descontos é fácil encontrá-la por cerca de R$ 40 ou R$ 50.

Já a finasterida 5mg tem custo aproximado de R$ 70 a R$ 100 para a caixa com 30 comprimidos (que pode sair em torno de R$ 50 com as promoções). A caixa com 60 comprimidos fica em torno de R$ 130, podendo cair para R$ 70 ou menos dependendo dos descontos.

Existem diversas marcas e genéricos do Finasterida, os nomes mais comuns associados ao medicamento são:

  • Proscar
  • Propecia;
  • Finastil;
  • Fendical;
  • Finalop;
  • Finpecia;
  • Fincar;
  • Finax;
  • Proteride;

As versões originais do laboratório Merck (com nome comercial de Propecia e Proscar) também são encontradas em algumas farmácias e podem custar de 3 a 4 vezes mais que os genéricos. Como os preços flutuam bastante, o ideal é comparar preços antes de fazer a sua compra.

Além dos descontos usuais, algumas farmácias também fazem promoções do tipo “leve 3 e pague 2”, o que pode valer bastante a pena considerando que na maioria dos casos os tratamentos com finasterida são de longo prazo.

Muita gente opta por adquirir o medicamento através das lojas online das grandes farmácias, que costumam praticar preços bastante competitivos e oferecer frete grátis para algumas cidades.

Confira a bula da Finasterida

FINASTERIDA 1mg
USO ORAL
USO ADULTO

Forma Farmacêutica e Apresentação da Finasterida

Finasterida 1 mg: Embalagem contendo 30 comprimidos revestidos.

Composição da Finasterida:

Cada comprimido revestido contém:
finasterida ……………….. 1 mg
excipientes q.s.p. ……………….. 1 comprimido
(croscarmelose sódica, estearato de magnésio, lactose, laurilsulfato de sódio,
povidona, silicona antiespumante, corante opadry amarelo).

Informações ao Paciente da Finasterida

AÇÃO DO MEDICAMENTO:A finasterida é utilizada no tratamento da calvície de padrão masculino
(alopecia androgenética), para aumentar o crescimento capilar no couro
cabeludo e prevenir a queda adicional de cabelo.

Indicações da Finasterida

É indicado no tratamento de homens com calvície de padrão masculino (alopecia
androgenética).

Riscos da Finasterida

Contra-indicações: A finasterida é contra-indicada em mulheres e crianças.Mulheres férteis não devem manusear comprimidos esfarelados de finasterida,
para evitar o risco de absorção e lesões ao feto.

finasterida também é contra-indicada nos casos de hipersensibilidade a qualquer componente
do produto. Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja
usando, antes do início, ou durante o tratamento.

Advertências e precauções: Em estudos clínicos com finasterida na dose
de 1 mg em homens de 18 a 41 anos de idade, a concentração sérica média
de antígeno prostático específico (PSA) diminuiu de 0,7 ng/mL no período
basal para 0,5 ng/mL no 12º mês.

Quando finasterida 1 mg for administrado em homens mais velhos que também sejam portadores de hiperplasia prostática benigna (HPB), deve-se levar em consideração que, nesses casos, os
níveis de PSA diminuem aproximadamente 50%.

“Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou
que possam ficar grávidas durante o tratamento.”

RESTRIÇÕES A GRUPOS DE RISCO

  • Uso na gravidez: Devido à capacidade dos inibidores da 5-á-redutase do
    tipo II, como a finasterida, de inibir a conversão de testosterona em diidrotestosterona,
    essas drogas podem causar anormalidades na genitália externa
    de fetos do sexo masculino, quando administradas a uma mulher grávida.

Comprimidos esfarelados ou quebrados do produto não devem ser manuseados
por mulheres grávidas ou que possam engravidar, devido à possibilidade
de absorção da finasterida e do risco potencial subsequente para
o feto do sexo masculino.

Os comprimidos são revestidos para prevenir o
contato com o ingrediente ativo durante o manuseio normal.

  • Uso em nutrizes: O produto é contra-indicado para mulheres.
    Não se sabe se a finasterida é excretada no leite materno.
    Uso pediátrico: O produto não é indicado para crianças.
    Uso em idosos: Estudos clínicos não foram realizados em idosos com calvície
    de padrão masculino.

Interações Medicamentosas, Alimentos e Testes Laboratoriais da Finasterida

Não foram identificadas interações medicamentosas de importância clínica.
finasterida parece não afetar o sistema enzimático metabolizador de drogas
ligadas ao citocromo P450.

Os compostos que foram testados no homem
incluíram propranolol, digoxina, gliburida, varfarina, teofilina e antipirina.

Embora não tenham sido realizados estudos específicos de interação, doses de finasterida de 1mg ou mais foram utilizadas em estudos clínicos concomitantemente com inibidores da ECA, acetaminofeno, alfabloqueadores, benzodiazepínicos, betabloqueadores, bloqueadores dos canais de cálcio, nitratos,
diuréticos, antagonistas H2, inibidores da HMG-CoA redutase, inibidores da prostaglandina sintetase (NSAIDS) e quinolonas, sem evidência de interações adversas clinicamente significativas.

Gravidez e Lactação da Finasterida

finasterida é contra-indicada para mulheres em geral, independente dacondição de gravidez. Mulheres férteis ou grávidas não devem manusear comprimidos esfarelados de finasterida, para evitar o risco de absorção e lesões ao feto.

Este medicamento é contra-indicado na faixa etária abaixo de 18 anos.
Informe ao médico o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Medicamento genérico Lei nº 9.787, de 1999 1mg Comprimidos revestidos,Não use o medicamento sem o conhecimento do seu médico, pode ser prejudicial para sua saúde.

Modo de Uso da Finasterida

O comprimido revestido de finasterida é laqueado, amarelo, redondo, biconvexo,
com a inscrição “M” em um dos lados.

O comprimido deve ser ingerido com auxílio de líquido (por exemplo: água)
com ou sem alimentos.

A posologia recomendada é de um comprimido de finasterida de 1 mg
diariamente, com ou sem alimentos.

Geralmente, o uso diário por 3 meses ou mais é necessário antes que se
observe aumento no crescimento capilar e/ou prevenção da queda de cabelo.
O uso contínuo é recomendado para obtenção do máximo benefício.

O medicamento não funcionará mais rápido ou melhor, se você tomar mais
que 1 vez ao dia. Se você esquecer de tomar uma dose, não tome dose
extra. Tome somente o próximo comprimido como de costume.

Siga sempre a orientação do seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de
usar observe o aspecto do medicamento.

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

Reações Adversas da Finasterida

Os efeitos colaterais, normalmente leves, geralmente não resultam na descontinuaçãoda terapia. Alguns efeitos colaterais foram observados após a
administração do medicamento, tais como, diminuição do libido, disfunção
erétil.

Conduta em Caso de Superdose da Finasterida

Não há recomendações de nenhuma terapia específica para a superdosagem
com o produto.

Cuidados de Conservação e Uso da Finasterida

Manter a embalagem fechada, conservar em temperatura ambiente (entre15oC e 30oC), proteger da luz e da umidade, para minimizar a possibilidade
de alteração da cor dos comprimidos com o tempo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Informações Técnicas Aos Profissionais de Saúde da Finasterida

Características Farmacológicas da Finasterida

Propriedades farmacodinâmicas: A finasterida é um inibidor competitivo e específico da 5-á-redutase do tipo II.

Não tem afinidade pelo receptor andrógeno e não possui efeitos androgenéticos,
antiandrogenéticos, estrogênicos, antiestrogênicos ou progestacionais.

A inibição dessa enzima impede a conversão periférica da testosterona
ao andrógeno DHT, resultando na significativa diminuição das concentrações
de DHT no soro e nos tecidos. A finasterida produz rápida redução dos níveis
de DHT no soro, alcançando supressão significativa após 24 horas de
administração.

Os folículos capilares contêm 5-á-redutase do tipo II. Em homens com alopecia
androgenética, a área calva possui folículos capilares menores e quantidades
aumentadas de DHT. A administração de finasterida a esses homens
diminui a concentração de DHT sérica e no couro cabeludo.

Homens com deficiência genética de 5-á-redutase do tipo II não apresentam alopeciaandrogenética.Esses dados e os resultados dos estudos clínicos comprovam que a finasterida inibe o processo responsável pela redução do tamanho dos folículos capilares do couro cabeludo, levando à reversão do processo de calvície.

Propriedades Farmacocinéticas da finasterida

  • Absorção

Em relação a uma dose intravenosa de referência, a biodisponibilidade oral
da finasterida é de aproximadamente 80%. A biodisponibilidade não é prejudicada
pelos alimentos. As concentrações plasmáticas máximas da finasterida
são alcançadas aproximadamente 2 horas após a ingestão, e a absorção
é completa depois de 6 a 8 horas.

  • Distribuição

A ligação às proteínas plasmáticas é de aproximadamente 93%. O volume
de distribuição da finasterida é de aproximadamente 76 litros.
Em estado de equilíbrio, após uma dose de 1 mg/dia, a concentração plasmática
máxima de finasterida atingiu em média 9,2 ng/mL e foi alcançada 1
a 2 horas após a dose; a AUC (0-24 h) foi de 53 ng·h/mL.

finasterida foi recuperada do líquor (líquido céfalo-raquidiano), mas a droga
parece não se concentrar preferencialmente no LCR. Uma quantidade muito
pequena de finasterida também foi detectada no líquido seminal de indivíduos
sob uso de finasterida.

  • Metabolismo

finasterida é metabolizada principalmente pela subfamília 3A4 do sistema
enzimático do citocromo P450. Após uma dose oral de finasterida marcada
com C14 em homens, foram identificados dois metabólitos da finasterida
que possuem apenas uma pequena fração da atividade inibitória da 5-á-
redutase da finasterida.

  • Eliminação

Após uma dose oral de finasterida marcada com 14 C em homens, 39% da
dose foram excretadas na urina na forma de metabólitos (para todos os
efeitos, nenhuma droga inalterada foi excretada na urina), e 57% da dose
total foram excretadas nas fezes.

A depuração plasmática é de aproximadamente 165 mL/min.

A taxa de eliminação da finasterida diminui um pouco com a idade. A meiavida
terminal média é de aproximadamente 5 a 6 horas em homens de 18-60
anos de idade e de 8 horas em homens com mais de 70 anos de idade. Esses
achados não possuem importância clínica e, portanto, não servem como
base para a redução da dose em pacientes idosos.

  • Resultados de Eficácia e Segurança

A eficácia da finasterida foi demonstrada em 3 estudos duplo-cegos, com 12
meses de duração, em homens de 18 a 41 anos de idade com queda de cabelo
leve a moderada, mas não completa. Em 2 desses estudos, em homens

com calvície no alto da cabeça, a mudança na quantidade de cabelo foi medida
numa área representativa (5,1 cm2) de queda ativa de cabelo, com média
no período basal de 876 fios. Aos 6 e 12 meses, foi demonstrado aumento
de cabelo significativo em homens tratados com finasterida, enquanto perda
significativa de cabelo foi observada naqueles que receberam placebo.

Depois de 12 meses, havia diferença de 107 fios de cabelo entre os dois
grupos (p < 0,001). O efeito preventivo da finasterida foi demonstrado pelo
fato de que somente 14% dos homens tratados tiveram queda de cabelo

(baseada em qualquer diminuição do número de fios a partir do período basal),
comparado aos 58% dos homens do grupo placebo, em 12 meses. A
importância clínica do efeito na quantidade de cabelo foi demonstrada pela
auto-avaliação do paciente, avaliação do investigador e por um painel de
dermatologistas.

A auto-avaliação do paciente, usando um questionário validado, demonstrou
aumento significativo do crescimento, diminuição da queda e melhora na
aparência do cabelo de homens tratados com finasterida. Os investigadores

consideraram que 65% dos homens tratados com finasterida obtiveram aumento
do crescimento de cabelo comparados a 37% do grupo placebo, ao
final de 12 meses.

Feitas com base na avaliação de fotografias padronizadas da cabeça, pelo
painel de dermatologistas, o aumento do crescimento de cabelo foi demonstrado
em 48% dos homens tratados com finasterida, em comparação com
7% dos homens que receberam placebo, ao final de 12 meses.

Um terceiro estudo, com 12 meses de duração, envolvendo homens com
calvície na área frontal/mediana da cabeça, também demonstrou aumento

significativo na quantidade de cabelo e melhora significativa na auto-avaliação
dos pacientes, na avaliação dos investigadores e na avaliação de fotografias
da cabeça pelo painel de dermatologistas.

Em cada um desses estudos, a melhora clínica foi observada em 3 meses e
a eficácia continuou a aumentar depois desse período.

A manutenção da eficácia clínica foi demonstrada em estudos de extensão abertos de até 3 anos.
Em resumo, os 3 estudos demonstraram que o tratamento com finasterida
aumenta o crescimento de cabelo e previne queda adicional em homens
com alopecia androgenética.

finasterida para alopecia androgenética, foi avaliada quanto à segurança
em estudos clínicos envolvendo mais de 3.200 homens. Em três desses
estudos, com 12 meses de duração, controlados com placebo, duplo-cegos,

multicêntricos, com protocolos comparáveis, o perfil de segurança global da
finasterida e do placebo foram similares. A descontinuação da terapia em
função de efeito adverso clínico ocorreu em 1,7% dos 945 homens tratados
com finasterida e 2,1% dos 934 homens que receberam placebo.

Indicações da Finasterida

finasterida é indicada no tratamento de homens com calvície de padrão
masculino (alopecia androgenética), para aumentar o crescimento capilar
no couro cabeludo e prevenir a queda adicional de cabelo.

Contra-Indicações da Finasterida

O produto é contra-indicado nos seguintes casos:Mulheres grávidas ou que possam engravidar (veja: Gravidez).
Pacientes com hipersensibilidade a quaisquer componentes do produto.
O produto não é indicado para mulheres ou crianças.

Modo de Usar e Cuidados de Conservação Após Aberto da Finasterida

O comprimido de finasterida 1 mg deve ser ingerido, via oral, com auxílio de
quantidade suficiente de líquidos.
Manter o medicamento na embalagem original.

Posologia da Finasterida

A posologia recomendada é de um comprimido de 1 mg diariamente, com ousem alimentos.
Geralmente, o uso diário por 3 meses ou mais é necessário antes que se
observe aumento no crescimento capilar e/ou prevenção da queda de cabelo.
O uso contínuo é recomendado para obtenção do máximo benefício.

Advertências da Finasterida

Em estudos clínicos com finasterida na dose de 1 mg em homens de 18 a 41
anos de idade, a concentração sérica média de antígeno prostático específico
(PSA) diminuiu de 0,7 ng/mL no período basal para 0,5 ng/mL no 12º mês.
Quando finasterida 1 mg for administrado em homens mais velhos que também
sejam portadores de hiperplasia prostática benigna (HPB), deve-se levar
em consideração que, nesses casos, os níveis de PSA diminuem aproximadamente
50%.
Categoria de risco na gravidez: X – “Este medicamento não deve ser utilizado
por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o
tratamento.”
Uso na gravidez: O produto é contra-indicado para mulheres grávidas ou
que possam engravidar.

Devido à capacidade dos inibidores da 5-á-redutase do tipo II, como a finasterida,
de inibir a conversão de testosterona em diidrotestosterona, essas
drogas podem causar anormalidades na genitália externa de fetos do sexo
masculino, quando administradas a uma mulher grávida.

Comprimidos esfarelados ou quebrados do produto não devem ser manuseados
por mulheres grávidas ou que possam engravidar, devido à possibilidade
de absorção da finasterida e do risco potencial subsequente para o feto do
sexo masculino.

Os comprimidos são revestidos para prevenir o contato
com o ingrediente ativo durante o manuseio normal.

Uso em nutrizes: O produto é contra-indicado para mulheres.
Não se sabe se a finasterida é excretada no leite materno.

Uso pediátrico: O produto não é indicado para crianças.
Uso em idosos: Não é necessário ajuste posológico, embora estudos de
farmacocinética tenham demonstrado que a eliminação da finasterida é algo
diminuída em pacientes com mais de 70 anos de idade.

Interações Medicamentosas da Finasterida

Não foram identificadas interações medicamentosas de importância clínica.

finasterida parece não afetar o sistema enzimático metabolizador de drogas ligadas ao citocromo P450. Os compostos que foram testados no homem incluíram propranolol, digoxina, gliburida, varfarina, teofilina e antipirina.

Embora não tenham sido realizados estudos específicos de interação, doses
de finasterida de 1 mg ou mais foram utilizadas em estudos clínicos concomitantemente
com inibidores da ECA, acetaminofen, alfabloqueadores, benzodiazepínicos,
betabloqueadores, bloqueadores dos canais de cálcio, nitratos,

diuréticos, antagonistas H2, inibidores da HMG-CoA redutase, inibidores da
prostaglandina sintetase (NSAIDS) e quinolonas, sem evidência de interações
adversas clinicamente significativas.
Interferências em Exames Laboratoriais da Finasterida

Ao se avaliar as determinações laboratoriais de PSA, deve-se considerar o
fato de que pacientes tratados com finasterida têm os níveis de PSA reduzidos.
Não foram observadas outras diferenças em padrões de parâmetros
laboratoriais em pacientes tratados com placebo e com finasterida.
Reações Adversas da Finasterida

O produto é geralmente bem tolerado. Os efeitos colaterais, normalmenteleves, geralmente não resultam na descontinuação da terapia.

finasterida para alopecia androgenética, foi avaliada quanto à segurança
em estudos clínicos envolvendo mais de 3.200 homens. Em três desses
estudos, com 12 meses de duração, controlados com placebo, duplo-cegos,
multicêntricos, com protocolos comparáveis, o perfil de segurança global da
finasterida e do placebo foram similares.

A descontinuação da terapia em função de efeito adverso clínico ocorreu em

1,7% dos 945 homens tratados com finasterida e 2,1% dos 934 homens que receberam placebo.
Nesses estudos, os seguintes efeitos adversos relacionados à droga foram
relatados em >1% dos homens tratados com finasterida: diminuição da libido
(finasterida, 1,8% vs. placebo, 1,3%) e disfunção erétil (1,3%, 0,7%).

Além
disso, foi relatada diminuição do volume do ejaculado em 0,8% dos homens
tratados com finasterida e 0,4% dos homens que receberam placebo. Esses
efeitos desapareceram nos homens que descontinuaram a terapia e em
muitos que mantiveram a terapia. Em outro estudo, o efeito da finasterida
no volume do ejaculado foi avaliado e não foi diferente daquele observado
com placebo.
finasterida é utilizada também no tratamento de homens mais idosos com
hiperplasia prostática benigna em doses 5 vezes superiores à recomendada
para alopecia androgenética.

Outros efeitos colaterais relatados após a comercialização
da concentração de 5 mg em homens com HPB são aumento
do volume e da sensibilidade da mama; e reações de hipersensibilidade,
incluindo edema labial e erupções cutâneas.

Em estudos clínicos com finasterida,
a incidência desses eventos não foi diferente da observada no grupo
placebo.

Superdosagem da Finasterida

Em estudos clínicos, doses únicas de finasterida de até 400 mg e doses múltiplas de até 80 mg/dia durante três meses não causaram efeitos adversos.
Não há recomendação de nenhuma terapia específica para a superdosagem
com o produto.

Armazenagem da Finasterida

Manter a embalagem fechada. Conservar em temperatura ambiente (entre
15º C e 30º C). Proteger da luz e umidade.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

MS – 1.1213.0341

Farmacêutico Responsável: Luiz Antônio Muniz Mendes – CRF-SP nº 13.559

Nº do lote, data de fabricação e validade: vide cartucho.

Fabricado por: Merck S.A.
Estrada dos Bandeirantes, 1099 – Rio de Janeiro – RJ
CNPJ nº 33.069.212/0001-84 – Indústria Brasileira

LABORATÓRIOS BIOSINTÉTICA LTDA.
Av. das Nações Unidas, 22.428 – São Paulo – SP
CNPJ nº 53.162.095/0001-06 – Indústria Brasileira
Atendimento ao Consumidor: 0800-15-1036

Vídeo sobre finasterida:

Acordar de manhã com alguns fios de cabelos espalhados ao travesseiro, cabelo em excesso a cair pelo ralo do banheiro, fios caindo durante o penteado e começando a aparecer a entrada ou a coroa no meio da cabeça.

Isso deixa a 99% dos homens apavorados com a situação.E o fato é que existem centenas de produtos no mercado que se dizem ajudar no tratamento de queda do cabelo, contudo se deve ficar a tento aos efeitos colaterais que esse tipo de medicamento pode causar, e um exemplo de hoje sobre medicamentos para o tratamento de calvície que iremos falar é a finasterida.

A finasterida é um dos medicamentos mais famosos quando o assunto é tratar da calvície masculina, contudo esse medicamento tem dado alguns efeitos colaterais em alguns usuários do mesmo, onde tem assustado e desmotivado muitos homens a usá-lo.

Assim neste artigo iremos tirar algumas dúvidas respondendo as perguntas mais comuns a respeitto, para que você possa entender o que é a finasterida, como ela funciona, quais são os riscos e efeitos colaterais durante e, a após o uso.

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